Maldição
Maria Bethânia

  

Obrigada, NOBODY, pelo envio da música.

 

 
 

Que destino ou maldição
manda em nós, meu coração
um do outro assim perdido;
somos dois gritos calados,
dois fados desencontrados,
dois amantes desunidos.
Somos dois gritos calados,
dois fados desencontrados,
dois amantes desunidos.

Por ti sofro e vou morrendo,
não te encontro nem te entendo,
amo e odeio sem razão.
Coração, quando te cansas
das nossas mortas esperanças
quando paras coração.
 
Nesta luta, nesta agonia
canto e choro todo dia
sou feliz e desgraçada.
Que sina tua meu peito
que nunca estás satisfeito
que dás tudo e não tens nada.
 
Horas geladas, solidão
que tu me dás, coração,
não é vida, nem é morte...
É lucidez, desatino,
de ler no próprio destino
sem poder mudar-lhe a sorte.
 
É lucidez, desatino,
de ler no próprio destino
sem poder mudar-lhe a sorte.
É lucidez, desatino,
de ler no próprio destino
sem poder mudar-lhe a sorte.
Somos dois gritos calados
dois fados desencontrados
dois amantes desunidos.
É lucidez, desatino
de ler no próprio destino
sem poder mudar-lhe a sorte.
Somos dois gritos calados,
dois fados desencontrados,
dois amantes desunidos.