Para você, que viajante foi pelas estradas da vida...
Viajante
Ney
Matogrosso

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Eu me sinto tolo feito um viajante
pela tua casa
Pássaro sem asa, rei da covardia E se guardo tanto essas emoções nessa caldeira fria É que arde o medo onde o amor ardia Mansidão no peito trazendo respeito Que eu queria tanto derrubar de vez Para ser teu talvez Mas o viajante é talvez covarde Ou talvez seja tarde para gritar que arde no maior ardor A paixão contida, retraída e nua Correndo na sala ao te ver deitada Ao te ver calada, ao te ver cansada, ao te ver no ar Talvez esperando desse viajante Algo que ele espera também receber E quebrar as cercas que insistimos tanto em nos defender |