Dança da chuva
Felipe Coelho*

 


Que o teu dia seja uma casa
de certezas tão sólidas como as do amor
e da matemática
(mas com janelas para os raios de sol
e para os barulhos dos pingos de chuva,
a bater na vidraça e a contar da fragilidade
de tudo o que é vivo
e que somos nós).

Que o teu dia tenha tempestades
se for preciso
(mesmo que a nossa ignorância
desconheça as plantas,
elas sofrem caladas o calor)
e que depois delas se ouçam
muitas cigarras e pássaros.

Que no fim de teu dia
alguém olhe em teus olhos
e te sorria docemente,
que isso valha
uma brisa fresca
em tua alma
e que você durma tranqüila,
entre o tempo que nunca foi
e o espaço que ainda não pisou.
 

*Felipe Coelho é físico,professor da UFRJ e poeta.

http://omnis.if.ufrj.br/~coelho/livros.html
e
http://usuarios.cultura.com.br/migliari/

Dança da chuva

A luz e sua ausência

A cidade enluarada Atlãntida - I

Atlântida - II

Atlântida - III

Atlântida - IV

Atlântida - V

Atlântida - VI

Atlântida - VII

Atlântida - VIII

Atlântida - IX

Atlântida - X Arrogância E na ausência Moderna teia
Uma manhã      

 

 

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