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Chama...
Chama pelo amor ausente, pela chama do amor que berra.
Altera a tua visão... Tua mente, celebra o momento: és céu e terra!
Antes já passou; se foi o sofrimento, calou no peito
sentimento de guerra. Afaga as próprias veias... Sem
parar; falando ao coração, as incendeias, Incentivas o
encéfalo a se desdobrar, atingindo o bulbo raquiano de
vez, Sintoniza o arrepio à medula espinhal onde,
desenfreado, um amor sem lucidez, liberta-se da mercê do
inesperado...
Afinal! Assim, uma nova vida floresce... Do líquido!
Como não sorrir? Depois... Tudo se esquece.
Amanhã poderá ser sessenta anos depois; por isso não se
esmorece,
há muito a conhecer, estamos em dois mundos e em ambos
vamos viver.
Liberdade, mais do que um objetivo é um órgão, órgão não
visível nem palpável, latente em cada ser.
Emerge o seu poder, atingindo o coração, mão no peito,
os mundos se unem: o conviver.
Poder e magia a exercer para resgatar o de fora;
aspirando por memórias para respeitar o de dentro.
Aparecem os desvarios, as vontades, os desejos...
Cada aspiração é um degrau que se busca... Que se briga.
Crise e inspiração se misturam e se curvam... Por
beijos. Para, então, descobrirmos quantas são as vidas
de uma vida!
Assim a chama volta e revolta e revolta e volta e fica
leve, pura, simples, quase nada, quase tudo, quase
sempre amenizando a mente na razão;
forte, intensa e rica apaziguando o interior, mesmo sem
um amor, indiferente.
Ora se vence ora se perde, mas se cresce... Vira-se
gente.
Nesse momento, o mundo de dentro toma vulto, recrudesce.
As vidas são os nossos degraus para a liberdade!
Abel Reginatto

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