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Entro em mim
e retiro uma semente
dilacerada, um incompleto feto
abortado, triste e sangrento
como um coração
arrancado, em cerimônia asteca
para júbilo dos fiéis.
Olho para ela
choro lágrimas secas e
silenciosas
com a forma de um poema
escrito em papel ou desenhado
em longas esperas.
Sigo em frente,
pálido,
como quem viu a morte
e sorriu.
Felipe Coelho
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