Memórias de Atlântida (II)

 

 


Tu és apenas perguntas e dúvidas.  
Existes porque te sonhamos  
ou te sonhamos porque exististes,  
viva como um coral, um pássaro ou uma dor de amor?  

Onde erguestes tuas cidades 
e cultivastes teus campos?  
Onde estão as baías que presenciavam  
teus navios ancorarem e partirem,  
o júbilo dos reencontros e o choro seco  
de tuas viúvas? E teus cemitérios,  
onde mortos descansavam, apaziguados por ritos esquecidos,  
porque os fantasmas não se erguem?  

Estarás em oásis sepultados em desertos?  
Em ruínas à beira de lagos e mares, ou no meio de férteis campos?  
Ou estarás no alto de penhascos desafiadores,  
erguidos por vulcânicas forças?  

Estarás em todo e em qualquer lugar.  
Incerteza entre sonho e realidade,

Agora tu és apenas perguntas e dúvidas.
                                          Felipe Coelho

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e
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Dança da chuva

A luz e sua ausência

A cidade enluarada Atlãntida - I

Atlântida - II

Atlântida - III

Atlântida - IV

Atlântida - V

Atlântida - VI

Atlântida - VII

Atlântida - VIII

Atlântida - IX

Atlântida - X Arrogância E na ausência Moderna teia
Uma manhã   Iluminação I Iluminação II A semente
Os caminhos Tecido luminoso   Tardes de outono Despedida