Memórias de Atlântida (III)

 

 


Talvez fujas de nós, dos que te sonham,  
enquanto estrelas brilharem no céu  
e homens sofrerem na terra.  

Talvez o vento te tenha coberto de areia,  
o mar te mergulhado na sua lâmina azul  
ou os vulcões te soterrado em cinza e lava.  

Talvez tenhas sido erguida - e destruída -  
muitas vezes, em muitos lugares e por muitas mãos.  

Talvez o pó de teus últimos habitantes espantados  
tenha sido espalhado por ventos, rios, mares ou torrentes de fogo  
e  clame por repouso final.  

Talvez tenha havido muitas de ti,  
erguidos pela piedade ou pelo orgulho  
humanos ou de não sei quais antecessores. 

Teu nome será talvez. 
                                             Felipe Coelho  

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Dança da chuva

A luz e sua ausência

A cidade enluarada Atlãntida - I

Atlântida - II

Atlântida - III

Atlântida - IV

Atlântida - V

Atlântida - VI

Atlântida - VII

Atlântida - VIII

Atlântida - IX

Atlântida - X Arrogância E na ausência Moderna teia
Uma manhã   Iluminação I Iluminação II A semente
Os caminhos Tecido luminoso   Tardes de outono Despedida