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Não.
Tuas
ruínas não são apenas palácios
de
luz e vento visitados pelo Sol
ao
amanhecer, erguidos em míticas ilhas
de
santos eremitas e de piratas assassinos,
onde
as duas faces do pecado se miram.
Não,
Tua
glória habita relatos talhados em pedra,
silenciosos,
cobertos de lodo, areia e cinza.
À
tua volta há ânforas de vinho e de azeite
e
estátuas de deuses esquecidos e vingativos,
quebradas
e imersas na noite sem fim.
Lá
estão baús com tesouros recolhidos quando
ainda
havia esperança de escapar
da
definitiva e letal sentença
contra
tudo e todos que te habitavam.
Os
que há muito morreram a tudo vigiam,
seus
ossos servindo de casa aos seres do mar.
Mas
estes se calam.
Felipe Coelho
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e
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