Moderna teia

 

   

Ventos luminosos, Ícaros feitos de satélites, 
de asas eletromagnéticas e de fibras óticas, 
sopram sonhos e realidades, 
palavras e imagens,
números e esperanças, 
telefones e computadores,
celulares e secretárias eletrônicas,
com a velocidade da luz. 

Não mais o romantismo e o desespero
da espera de semanas pela resposta da carta, 
a desculpa do extravio, o medo 
de abrir o envelope com a resposta
- talvez fatal, talvez sonho, ou ambos - 
ou a paralisia quando o telefone toca 
sem ser atendido. 

Mas como transmitir o silêncio?
O que dizer quando as palavras se recusam
a serem faladas e se enredam em labirintos, 
enquanto esperanças ressecam paralisadas
até morrer
em ou até conseguirem se libertar? 

Não sabemos
e a tecnologia não nos ajuda
nas respostas.

        
Felipe Coelho

***

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Dança da chuva

A luz e sua ausência

A cidade enluarada Atlãntida - I

Atlântida - II

Atlântida - III

Atlântida - IV

Atlântida - V

Atlântida - VI

Atlântida - VII

Atlântida - VIII

Atlântida - IX

Atlântida - X Arrogância E na ausência Moderna teia
Uma manhã   Iluminação I Iluminação II   A semente  
Os caminhos Tecido luminoso   Tardes de outono Despedida