Trevas e luz (II)
   Felipe Coelho

 

 

 

As ondas rugem
invisíveis na neblina,
os rochedos espreitam,
assassinas facas rochosas afiadas. 

As sereias cantam, inexistentes,
espantosas, belas e terríveis,
escravas e dominadoras,
transformando o sono e o amor em morte
para marinheiros cansados,
sonolentos e desconhecidos.

 Mas tudo é a moldura
para calmas enseadas
reveladas no meio da noite, iluminadas,
para o afago silencioso da luz do farol
que adormece as ondas, măe cuidadosa
a mostrar refúgios e caminhos seguros...

        
Felipe Coelho

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