Uma manhã

 

 

 

Era manhã quando o sorriso brilhava  
em guardados espantos  
súbito dados,  
cortando o dia e a vida  
num antes e num depois.  

Era manhã quando o silêncio deixou de existir,  
saiu de opacas cristaleiras,  
e os rios guardados tornaram-se visíveis,  
água a refletir o sol e a sombra.  

Era manhã   
e havia  palavras.
Mesmo as que nunca seriam  
pronunciadas.  

        
Felipe Coelho

***

http://omnis.if.ufrj.br/~coelho/livros.html
e
http://usuarios.cultura.com.br/migliari/

 

  

Dança da chuva

A luz e sua ausência

A cidade enluarada Atlãntida - I

Atlântida - II

Atlântida - III

Atlântida - IV

Atlântida - V

Atlântida - VI

Atlântida - VII

Atlântida - VIII

Atlântida - IX

Atlântida - X Arrogância E na ausência Moderna teia
Uma manhã   Iluminação I Iluminação II   A semente  
Os caminhos Tecido luminoso   Tardes de outono Despedida