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Gostaria de
tecer teias de palavras,
onde penhascos brancos refletissem o sol.
Fugiria da luz, iria para fundos vales
sombrios, carregados de úmidas samambaias,
onde a vida floresce.
Mas não! Há
alvos palácios de calcário,
há visões fabulosas a refletir as ondas e os ventos,
há veias de água a pular de dentro da pedra,
mas como escrever o que nunca possuí,
como cantar as músicas que esqueci?
Serei capaz,
algum dia,
de falar dos reflexos que te rodeiam
e que devolvem tua luz,
envergonhados?
Felipe
Coelho
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