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Pobre poeta.
António Zumaia
 
Se no teu lamentar, fazes  poesia...
Das tuas mãos sai o fruto de uma vida,
pegas nas palavras , fazes magia...
E de bela saga, a fazes sofrida ...
 
Se amas...  Sabes recrear o amor.
Se choras... Suas lágrimas derrama .
E se sofre...  Canta a sua dor.
Mas cantando... Sua poesia é chama.
 
Neste semear dos versos a esmo,
é jardim onde cria suas flores...
Pode sofrer, amar... mas é o mesmo,
quando canta o fruto dos seus amores...
 
E nesta luta, não sabe quem é...
No amor, esta razão do seu sofrer.
Não és, a árvore que morre de pé,
pois tu nem sabes o que é morrer...
 
Sines - Portugal
21.03.2004
 
 
Morrer
 Maricell
 
 
Morrer, poeta, é abandonar os sonhos
Não ter caminhos para caminhar
Não ter amigos, saudades e nem amores
É viver só, é só viver sem se encontrar.
 
Morrer é deixar de se buscar
É ter todo vazio o coração
Ter olhos, mas não ter por quem chorar
Perder-se em si, não ter mais ilusão.
 
Morrer é afogar-se em mar de calmaria
Abandonar o barco que ao porto está a chegar
Não enxergar o sol que nasce a cada dia
Nem ver no céu estrelas e nem luar.
 
Morrer é partir sem ir embora
É cerrar os olhos e não ver a aurora
Que no oriente está a despontar...
 
Morrer é deixar de ver poentes
Cessar o riso, é se fazer ausente
Morrer é morrer...e nada mais...
 
              
Bauru - Março/2004
 
 







 

 

Para Ti Promessa Existência
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  Teu beijo