SAGITÁRIO
                Marisa
(bruxa aprendiz)

 

 "Ora, direis, ouvir estrelas!..." 

Existem várias histórias de amor escritas no céu. Esta é uma delas. Ontem à noite, olhando para o céu encontrei os personagens. Depois de milhões de anos ainda estão lá, testemunhos daeternidade do amor, do jogo de sedução! Este poema é o meu jeito de contar a história. 

 SAGITÁRIO

Tuas flechas, Arqueiro, sondam o céu.
Teu alvo sempre o mesmo: Aldebarã,
a mais formosa das fulvas estrelas.
Colecionador de astros e falenas,
não cobiças nenhuma.
Miras a Fulva apenas...
Aldebarã é sonho e sol,
filha do céu e da aurora,
brilho instigante para teu olhar de predador.
Há quanto tempo fixas o mesmo ponto, Arqueiro?
E a estrela, alvo sedutor, brinca de esconde, pisca...
Olha  de frente a seta, ri
das  mãos que entesam o arco
e, pulsante de  desejo,  desafia o Caçador:
- Atira, Sírius! diz a Ruiva em brilho terno.
Se me acertares, explodirei
amor e luz  no céu;
mas se errares -  juro por mim! -
o brilho de uma estrela inacessível
será sempre o  teu inferno.

Marisa ( evasemculpa)

 

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