Uma a uma vão
sumindo
as luzes que iluminaram horizontes.
Uma a uma as estrelas se apagam
e dormem sem sonhos de um novo amanhã.
Um a um secam os
riachos
e os lagos onde se banha o luar
Uma a uma as
travessias se fecham
e não há mais caminhos a percorrer
E a melodia dos
pássaros emudece
no último pôr-do-sol.
Abram os portais
dos templos,
no tempo, esquecidos
desatem os nós, cantem cirandas
deixem que das mãos espalmadas
se faça novo solo
jorrem regatos
escorram sementes
e que amanheça
de novo a vida!
Maricell®