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Nossa língua a luzir
A se produzir
Em miscigenação
Em criação
Na Luz
Da Estação
Da Nossa Língua.
Língua Nossa que
implora
Que ri, que fala, que
chora
Que aprende, que
ensina na Luz
Da Estação da Nossa
Língua.
Língua Pátria na
Estação
Que da escuridão nos
conduz
Pra saberes e
aprendizagens
Em migração
Na estação de tanta
luz.
Língua Nossa, Nossa
Língua,
De João e de José,
De barões do café,
De príncipes, de
governantes,
De artistas, de
poetas,
Que em olhares e
paisagens
Compõem a Nossa
Língua.
Nossa Língua na
Estação
Onde patrões e
operários
Se misturam
E produzem Nossa
Língua.
Nossa Língua, Estação
da Luz
Onde tantos se
encontram
E entre “coffees,
arigatôs, buenos dias,
Ora, pois, pois, dia a
dia,
Dão-se as mãos com
alegria
E reinventam Nossa
Língua.
Estação da Luz da
Nossa Língua
Onde gente de toda
parte,
Vai construindo, com
arte,
E pintando em aquarela
Em nuances, cores mil
Nossa Língua
Portuguesa
Nossa Língua
Brasileira
Nossa Língua do
Brasil.
Língua de tantas
geografias
Que do norte e do
nordeste
Do oeste, do sul,
centro-oeste
Juntam-se às do
sudeste
Falando na mesma
língua
De esperanças e de
lida
Da luz que se faz
verdade
E transforma em
realidade
Os sonhos de nossas
vidas.
Estação Nossa Língua
Palco imenso de teatro
Onde somos personagens
A criar textos e
imagens
E o Saber
É Luz que se faz
presente
A iluminar a Estação
Na Estação da Luz
Da Nossa Língua.
Estação da Luz da
Nossa Língua
Em paredes que o homem
ergueu
Em histórias que o
tempo teceu
E que estarão sempre a
brilhar
Na Luz que reluz
Na Estação da Luz
Da Nossa Língua.
(*Maricell)
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